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PC alerta para aumento de golpes

Quadrilhas que praticam estelionato bancário contam, cada vez mais, com aparatos de ponta para praticar os crimes

Cidade - 11/10/2010

Hoje, quadrilhas que praticam o estelionato bancário, ou seja, realizam golpes de clonagem de cartão, furto de dados sigilosos ou mesmo enganam a população em busca de senhas de contas, contam com aparato de ponta para praticar os crimes. Segundo o delegado da 7ª Delegacia Distrital de Polícia Civil (PC) Rodolfo Rolli, a ferramenta mais moderna implementada pelas operadoras de cartão de crédito a fim de garantir a segurança de seus clientes, o chip, já não é mais empecilho para a clonagem. De acordo com Rolli, em 2010, o montante de crimes dessa natureza supera em larga escala se comparado com igual período do ano passado.

A dificuldade de representar esse crescimento vem da própria população, que, muitas das vezes, recebe o ressarcimento das agências bancárias e não comunica à PC, que por sua vez, fica impossibilitada de implementar qualquer investigação, a fim de prevenir crimes futuros. No entanto, o delegado expõe que estão em aberto dois inquéritos de cartão clonado, três do uso da ferramenta conhecida como chupa-cabras e um de retenção de cartão – esse, até poucas semanas, inédito em Juiz de Fora. Além dessa classificação inicial, o delegado elucida àqueles em que a desatenção da população acaba por esultar em cartões trocados ou senhas reveladas pelo próprio usuário.

A reinvenção do tráfico

Com o passar do tempo, o tráfico cria, recria e recicla táticas. Na cidade há desde bocas de fumo até delivery de drogas

Cidade - 24/10/2010

Há 20 anos, o tráfico de drogas era feito em cerca de 12 bairros de Juiz de Fora. Hoje, a média de prisão por flagrante no delito tem como resultado 40 inquéritos mensais instaurados pelo Grupo Tático Operacional (GTO) de Tóxicos. Estas informações são do delegado do GTO, Fernando Camarota, que alerta para o fato de que, atualmente, qualquer pessoa pode estar envolvida com o tráfico.

— Antigamente o uso de drogas era uma coisa mais romântica. Você tinha determinados pontos de venda em Juiz de Fora: tinha o traficante da Vila Alpina, do Jóquei Clube, do Olavo Costa, da Vila Ozanan e do Mundo Novo, por exemplo. Então, você sabia o nome e o CPF de todos — recorda. Com o tempo, como explica Camarota, a droga foi se espalhando pela cidade e, hoje, não é possível ter a menor noção de quantas pessoas estão realizando o tráfico.

— Tanto tem a pessoa que utiliza o tráfico para a subsistência, como tem o viciado que vende droga para comprar mais, como tem o grande traficante, que distribui a droga. Em comparação com os meios de ação do passado, o delegado também aponta evoluções, principalmente na forma e locais em que as vendas são feitas. — Antigamente, só existia o traficante pequeno, que vendia a droga com dois ou três vapores (entregadores). Eles ficavam em volta da casa dele. Hoje em dia não se pode mais falar que aquele é um traficante. Em toda rua tem traficante. Você pode conviver com a pessoa e não saber. É uma evolução natural.

Funcionário de empresa é preso por venda ilegal de anestésico

Medicamento nem poderia ter sido vendido para pesoa física. Se provado envolvimento de distribuidora, multas podem chegar a R$ 1,5 milhão e interdição

Cidade - 26/10/2010

Por volta das 9h de ontem, um funcionário de uma distribuidora de medicamentos foi preso por venda ilegal de remédios controlados. A prisão ocorreu após denúncia de uma mãe que descobriu que a filha, viciada em calmantes, estava usando o medicamento sem autorização. A descoberta se deu no dia 22 de outubro, quando a filha, de 30 anos, foi vista com o medicamento de princípio ativo Propofol, de venda restrita a hospitais, sob prescrição médica e com retenção de receita. Esse medicamento é o mesmo indicado como responsável pela morte o rei do pop, Michael Jackson, em 25 de junho de 2009.

Segundo a consumidora, a compra ocorreu sem qualquer documentação e aconteceu por telefone, sendo a entrega feita por um motoboy. Para comprovar o fato, ontem, os familiares da compradora solicitaram mais uma remessa do medicamento e foram ao endereço da distribuidora, na Rua Paracatu, no Bairro Bandeirantes, para buscá-la. O funcionário entregou o remédio e o marido da envolvida fez a denúncia para a Polícia Militar (PM).

Mãe e filha executadas em casa

Crime chocou a população de Benfica. Principal suspeito, ex-marido prestou depoimento na Civil e negou o fato

Cidade - 14/10/2010
http://www.jfhoje.com.br/2010/10/15/mae-e-filha-executadas-em-casa

Por volta das 14h de ontem, uma tragédia chocou a população do Bairro Benfica, na Zona Norte. Mãe e filha foram encontradas mortas em casa, possivelmente executadas. O crime foi descoberto por um parente das vítimas, que ao perceber a ausência de Valéria da Rocha Tassara, de 42 anos, no trabalho, desde a sexta-feira, foi até sua casa verificar o motivo. No local, viu que a porta estava trancada e sentiu um forte cheiro vindo de dentro do imóvel. Um chaveiro foi levado para o apartamento e, após abrir a fechadura, descobriu o corpo de Valéria e de sua filha, Elisa Monteiro Tassara, de 12 anos.

Com a chegada da Polícia Militar (PM), uma multidão se reuniu em volta do prédio de número 48, na Rua Henrique Dias. O titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil (PC), Luciano Veiga, reponsável pela investigação, revelou que, de acordo com informações iniciais da perícia, os corpos já se encontravam com sinais de decomposição e o momento da morte teria sido, no máximo, a quatro dias. Este prazo coincide com o depoimento de vizinhos, que disseram ter visto a menina ainda com vida na frente do apartamento no domingo, por volta das 22h.

Familiares e amigos se reuniram em frente ao apartamento das vítimas e compartilhavam apoio, já que nenhum motivo aparente ou causa foi revelada. Muitos garotos não acreditavam no fato, pois a menina era companheira de classe e sempre vista brincando nos arredores da praça próxima. No entanto, algumas pessoas também acusaram já ter visto Valéria com marcas de violência pelo corpo. No início da noite, após o local ter sido liberado pela perícia, os corpos foram levados para o IML. Na próxima semana, a PC vai ouvir vizinhos e familiares.

Atropelador de jovem será indiciado por homicídio doloso

Acusado atropelou a vítima, de 16 anos, na madrugada de 19 de setembro e fugiu sem prestar socorro

Cidade - 22/10/2010
http://www.jfhoje.com.br/2010/10/22/atropelador-de-jovem-sera-indiciado-por-homicidio-doloso

O delegado da 1ª Delegacia Distrital de Polícia Civil (PC), Rodrigo Massaud, finalizou quinta-feira (21) o inquérito do homicídio do jovem Rafael Cunha Theodoro, de 16 anos, ocorrido no dia 19 de setembro. Após as investigações, o motorista que atropelou o rapaz será indiciado por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar (com a pena de seis a 20 anos) e comunicação falsa de crime (com pena de um a seis meses de reclusão).


‘Hambúrguer de 10’ era senha de bar para comprar cocaína

Lanchonete de fachada funcionava na Avenida Sete. Nenhum sanduíche ou refrigerante era vendido no local

Cidade - 8/10/2010
http://www.jfhoje.com.br/2010/10/08/hamburguer-de-10-era-senha-de-bar-para-comprar-cocaina

Na noite de quarta-feira (7), uma lanchonete de fachada na Avenida Sete de Setembro 1.071, no Bairro Vitorino Braga, foi descoberta pela Polícia Civil (PC) como ponto de venda de cocaína. Segundo a equipe da 6ª Delegacia Distrital de Juiz de Fora, o local apenas tinha a aparência de lanchonete, mas não vendia qualquer produto a não ser droga.

As investigações já eram feitas há cerca de três meses. Os policiais aguardavam o momento certo para confirmar a suspeita. Segundo o investigador Rogério Marinho, o momento surgiu quando um usuário fez o "pedido", denunciando a venda. Os policiais fizeram a busca e constataram o fato. Logo depois, a equipe invadiu a lanchonete e descobriu várias porções de cocaína, já prontas para o consumo. Duas pessoas, Vanderson Luiz da Silva, de 29 anos, e Bruno Barroso e Silva, de 19, foram presos em flagrante e encaminhados para o Ceresp. 

Modo de operação

De acordo com Marinho, a senha para a compra do entorpecente era "hambúrguer de 10". Segundo ele, se a pessoa fosse pedir para comprar droga ou falasse outro código, a compra não era efetivada.

— No local não havia refrigerante, cerveja, sanduíche, nada. Nem mesas na parte de fora — explicou o investigador, acrescentando que esses deslizes foram responsáveis pela suspeita. Outros fatores relevantes são a forte segurança e os horários variados em que a lanchonete funcionava. — Uma porta com quatro trancas estava sempre fechada. Tivemos que pular o balcão.

Além da cocaína, foram apreendidos dois celulares, quantias diversas de dinheiro, muitas embalagens para a droga e tíquetes restaurante. O delegado Carlos Eduardo Santos Rodrigues, responsável pela operação, estimou que o estabelecimento funcionava há, pelo menos, um ano, de acordo com depoimentos de usuários.

Baile funk termina em praça de guerra

Eram tantos jovens brigando que não foi possível precisar número de envolvidos. Caso aconteceu no Centro

Cidade - 5/10/2010
http://www.jfhoje.com.br/2010/10/05/baile-funk-termina-em-praca-de-guerra

Na madrugada de domingo para segunda (4), briga generalizada após o término de um baile funk nas imediações da Rua José Calil Ahouagi, no Centro, transformou o local em praça de guerra. Segundo informações do delegado de Polícia Civil (PC) da 7ª Distrital Rodolfo Rolli, o número de jovens era tão grande que não foi possível precisar sobre quantos estavam envolvidos. No local, houve tentativa de homicídio contra um jovem de 18 anos, e um vigilante teria disparado tiros, a fim de dispersar a multidão. O delegado suspeita que outras duas tentativas de homicídio, uma delas no Bairro Nossa Senhora Aparecida, tenham sido motivadas diretamente pelo confronto.

— O problema dos bailes funk é que reúnem pessoas de diversos bairros, com envolvimento no tráfico. A confusão estava generalizada, parecia praça de guerra — definiu Rolli.

Muito tumulto

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), mesmo com a ação policial, em determinado momento a confusão superou as tentativas de contenção. Com o desenrolar do tumulto, os policiais ouviram dois disparos próximos à linha férrea. Ao chegarem no local, encontraram o jovem o 18 anos caído e com ferimento no braço direito. Ainda segundo a PM, diversas testemunhas apontaram como autor do disparo o vigilante responsável pela segurança de uma empresa próxima. As testemunhas disseram que um dos disparos foi feito em direção ao jovem e o outro para o alto. Segundo Rolli, os disparos do vigilante, de 42 anos, licenciado e com registro para porte de arma de fogo, teriam sido somente para o alto, com a intenção de dispersão. O jovem foi levado para o HPS pelos próprios policiais e lá, recebeu os cuidados médicos, sendo liberado ontem.

Exonerações na PC aumentaram sete vezes em seis anos

Baixos salários em MG forçam policiais civis a prestarem concurso para outros cargos públicos. Em 2008, 27 delegados pediram exoneração no Estado

Cidade - 10/6/2010
http://www.acessa.com/cidade/arquivo/noticias/2010/06/10-exoneracao/

De 2004 a 2009, o número de policiais civis do Estado de Minas Gerais que pediu exoneração, ou seja, deixou o cargo por vontade própria, aumentou sete vezes. As estatísticas - confira a tabela abaixo - apontam que a quantidade de exonerações saltou de 25 para aproximadamente 200, segundo informações do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol) Regional Zona da Mata.

Os picos são identificados em 2008 e 2009, quando as exonerações chegaram a 166 e 200, respectivamente. Também em 2008, outro alarmante índice revelou que 27 delegados da PC deixaram o cargo, o que representa uma média de mais de dois delegados por mês.Na maioria dos casos, essa fuga se deve aos baixos salários da classe e às más condições de trabalho da categoria.

Consumo de crack aumenta em Juiz de Fora

Em dez meses, ocorrências registradas e quantidade de crack apreendida pela PM quase triplicaram. No CAPs, 66% dos 700 em tratamento estão por causa da droga

Cidade - 10/11/2009
http://www.acessa.com/cidade/arquivo/noticias/2009/11/10-crack/

O consumo de crack aumenta em Juiz de Fora, seguindo tendência dos grandes centros. Segundo a psicóloga e coordenadora do Centro de Atenção Psicosocial - Álcool e outras Drogas (CAPs-AD), Sônia Maria Netto, das 700 pessoas em tratamento no local, 66% estão lá devido ao vício no crack.
Para a psicóloga, o aumento do consumo da droga é refletido diretamente no crescimento da procura pelo tratamento do SUS, oferecido desde 2007 de forma gratuita no CAPs. "Antes recebíamos uma demanda alta de alcoólatras. Desde o final do ano passado e, principalmente, nos últimos meses, o crack superou todas as outras drogas. Trata-se de um problema de saúde pública que afeta desde adolescentes até pais de família."

O crescimento da utilização da droga também é percebido pelas apreensões e registros de ocorrências da Polícia Militar (PM). Dados fornecidos pelo assessor de comunicação do 27º Batalhão, capitão Paulo Alex Silveira, apontam que as ocorrências relacionadas ao crack nas regiões Norte, Sul, Cidade Alta e 15 municípios do entorno de Juiz de Fora, quase triplicaram, se comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2009, foram registradas 420 ocorrências. No ano anterior, foram 164 (confira tabela abaixo).